SINOPSE: A história mostra como 2 homenzinhos, Haw e Hem, e 2 ratinhos, Sniff e Scurry, reagem de forma diferente quando possuem um mesmo objetivo, encontrar o queijo. Na verdade, eles representam as partes simples e complexas de nós mesmos. Desta forma, podemos reagir percebendo imediatamente a mudança como Sniff, ou entrando logo em atividade como Scurry, ou rejeitando e resistindo à mudança por medo como Hem, ou ainda buscando aprender e se adaptar à mudança que pode levar a algo melhor como Haw. Independente de como reagem, todos têm a necessidade de se encontrarem no labirinto e serem bem sucedidos nas mudanças.

 

GUIA DO LIVRO

  • O livro conta uma parábola da história de quatro personagens dentro de um labirinto à procura de queijos. Levanta questionamentos sobre seus comportamentos e objetivos de vida, nos fazendo pensar em como lidamos com situações de mudanças. Os personagens representam partes de nós mesmos (simples e complexas). Independente do que escolhemos ser ou utilizar, nós vivemos divididos em algo comum: a necessidade de encontrar o nosso caminho no labirinto e ser bem-sucedido em períodos de mudanças.
  • Além disso, mais duas outras metáforas. A primeira é a do queijo. Trata-se do que procuramos na vida: seja um emprego, um relacionamento duradouro, paz espiritual, liberdade, saúde, reconhecimento, dinheiro, entre outros. Cada um de nós tem sua própria ideia do que é o queijo. Procuramos este(s) objetivo(s) porque achamos que isso nos trará felicidade. E quando os alcançamos, ficamos apegados. Se os perdemos, podemos passar por uma situação traumática. A segunda é a do labirinto. Ele representa o lugar onde nós estamos e gastamos tempo procurando pelo que queremos, podendo ser desde a empresa onde trabalhamos, o relacionamento que possuímos até o lugar onde vivemos.
  • O livro “Quem mexeu no meu queijo?” trata da adaptabilidade às mudanças como sendo uma condição indispensável para a sobrevivência e obtenção de sucesso de pessoas e organizações. Quem se adapta, termina sendo recompensado.

A HISTÓRIA DO LIVRO

OS PERSONAGENS

Quatro personagens corriam através de um labirinto, procurando por queijo para se alimentar e ser feliz. Todos eles viviam em um labirinto, cheio de corredores e divisões, algumas com queijos maravilhosos, outras com cantos escuros e becos sem saída. Um emaranhado de caminhos, um lugar difícil de se perder. Eram dois ratinhos, Sniff e Scurry, com cérebros simples e instintos mais aguçados, que procuravam pelo queijo duro de roer de que tanto gostavam. Eles sempre buscavam os queijos por tentativa e erro. E dois homenzinhos, Haw e Hem, cujos cérebros eram mais complexos, cheios de crenças e vontades próprias. Eles buscavam um tipo diferente e especial de queijo, pois achavam que os tornaria felizes e bem-sucedidos. Os homenzinhos buscavam os queijos usando métodos sofisticados, mas nem sempre iam bem: suas crenças e emoções muitas vezes assumiam controle e os sabotavam.

PERDENDO O QUEIJO

Com seus próprios meios, cada personagem encontrou seu próprio queijo no posto C. Criaram uma rotina depois disso. Os ratinhos começaram a acordar cedo e correr para chegar logo, enquanto os homenzinhos acordavam tarde e iam devagar, já que sabiam o caminho e onde encontrar o queijo. Eles não sabiam de onde vinha nem se preocupavam com isso, achavam que ele sempre estaria ali. Sentiam-se seguros, tranquilos e acomodados com o que acharam: “ter queijo nos faz feliz”. Um belo dia, o queijo havia desaparecido. Os ratinhos agiram instintivamente, voltaram para o labirinto para procurar mais queijo. Já os homenzinhos, tiveram problemas. Não sabiam como lidar com a situação: enquanto um reclamava e esbravejava, o outro ficava paralisado. O queijo significava muito para eles (bem estar, saúde, bens materiais, etc.) e perdê-lo não era fácil: “quanto mais importante o queijo é pra você, menos você deseja abrir mão dele” .

LIDANDO COM AS MUDANÇAS

Enquanto os ratinhos chegavam em um novo posto N, com um estoque de queijo dos maiores que já haviam visto, os homenzinhos continuavam a analisar a situação. Depois de um tempo, apesar da frustração e indignação, Haw percebe que se não saísse do lugar para ir em busca de novos queijos, ele não encontraria nada. Já Hem não queria sair de jeito nenhum do Posto C, tinha medo… aquele lugar para ele era familiar, confortável, sentia-se bem lá. Haw decide sair na caçada sozinho. No início teve medo, dúvida, sofreu de ansiedade. Tinhas muitas crenças limitantes e assustadoras. O labirinto era desconhecido, muita coisa havia mudado. Encontrava alguns pequenos queijos, mas nada que durasse muito. Continuava buscando o queijo… e pensando… sempre refletindo. Até que anotou uma frase na parede do labirinto: “o que você faria se não tivesse medo?”. Em vez de focar no que estaria perdendo, focou no que poderia ganhar. Passou a se sentir mais forte, e escrever novas frases, como: “quando você vence o medo, você se sente livre“. Visualizava o queijo na sua frente, acreditava que era capaz de encontrá-lo. E continuava sempre buscando novas e melhores oportunidades. Pensava: “quanto mais rápido você esquece o queijo velho, mais rápido você encontra um novo“. Ele encontrava alguns pedaços de queijo e, um dia, decidiu voltar para ver seu amigo Hem e lhe oferecer algumas amostras. Hem rejeitou todos os pedaços. Dizia que não eram tão bons quanto os antigos… E nunca nenhum queijo iria substituir aqueles. Hem ainda acreditava que o queijo antigo iria voltar, um dia. Haw, ficou triste pelo amigo, mas decidiu continuar sua caçada desafiadora sozinho. Encontrava alguns queijos bons, suficientes para motivá-lo e fazê-lo continuar na sua busca. Sabia que precisava se adaptar às mudanças, ao invés de resistir a elas. E dia após dia, continuava a explorar o labirinto. Até que finalmente encontrou o posto N! Quanto a Hem, bom… ninguém sabe o que ele fez exatamente…

APRENDIZADOS RETIRADOS

Haw continuava escrevendo mensagens: “o caminho mais rápido para mudar é rir da sua própria insensatez“. Refletia sobre os erros que havia cometido e usou as informações para ajudar a planejar seu futuro, percebendo as mudanças e se adaptando a elas. O queijo é apenas a recompensa quando você enfrenta o medo e passa a gostar da aventura que vive. Apesar de ter chegado no novo posto, agora se preparava para as mudanças: fazia inspeções frequentes em seu queijo, cuidava do estoque e continuava explorando o labirinto para buscar novas queijos e oportunidades. Resumos do que Haw aprendeu:

  1. A mudança ocorre: sempre vão mexer no seu queijo
  2. Antecipe-se à mudança: prepare-se para o caso do queijo não estar no lugar
  3. Monitore a mudança: cheire o queijo com frequência para saber se está ficando velho (acabando, estragando, ficando obsoleto)
  4. Adapte-se rapidamente à mudança: quando mais rápido você se esquece do velho queijo, mais rápido poderá saborear o novo queijo que está por vir
  5. Mudança: saia do lugar, assim como o queijo. Mexa-se!
  6. Aprecie a mudança: sinta a gosto da aventura e do sabor dos novos queijos
  7. Esteja preparado para mudar rapidamente: continuarão mexendo no seu queijo

DEBATE DA HISTÓRIA

Ao invés de ter uma postura reativa, ou seja, ficar esperando o queijo ser movido de lugar para sair correndo atrás para se adaptar, é preciso ter proatividade: buscar se antecipar, sempre monitorar e mudar seu próprio queijo. Não podemos apenas administrar problemas diários, temos que olhar para frente e prestar atenção a onde estamos indo ou sendo levados. Os personagens apresentam nós mesmos e nossos comportamentos e atitudes frente às mudanças:

  1.  Sniffs: farejam mudança no mercado e ajudam a atualizar a situação. São estimulados a identificar como as mudanças podem trazer resultados nas empresas, nos produtos, nas vidas das pessoas
  2. Scurrys: são operacionais, gostam de ter coisas feitas e agir. Precisam só ser monitorados par garantir que estão correndo em boas direções
  3. Hems: são âncoras que levam para o fundo. Sentem-se desconfortáveis com as mudanças ou são medrosos para mudar. Mas quem não se adapta… acaba se dando mal
  4. Haws: no início são hesitantes, mas depois se tornam entusiasmados e aprendem muito e ensinam com seus próprios erros. Buscam a melhoria contínua

MORAL DA HISTÓRIA

O livro traz, de uma maneira muito divertida e criativa, muitos questionamentos e indagações de várias situações em nossas vidas. Nessa leitura fascinante e intrigante, você vai encontrar uma história curta, mas recheada de ensinamentos e reflexões. Cuidado para não devorar o livro quando decidir lê-lo! O mais importante de tudo não é a história em si, mas o que fazemos de diferente baseados nela. A ideia de enxergar um novo queijo, gostar dele e imaginar você mesmo se aproveitando dele faz tudo se tornar melhor. Ao invés de tentar entender o que aconteceu com o queijo, focar em fazer a mudança acontecer. E aplicar isso em tudo.. nos relacionamentos, com os filhos, no emprego, na empresa.. É saber transformar as coisas em novos queijos quando os velhos estão mofando. Mas ATENÇÃO! Não necessariamente se trata da ideia de “se livrar de um queijo“. O velho queijo pode ser apenas um comportamento improdutivo ou destrutivo que causa um desgaste em um relacionamento, por exemplo. Abrindo mão ou mudando esse comportamento, o relacionamento pode melhorar! E muito! O queijo sempre vai mudar, então aprenda a lidar com as mudanças e viva muito melhor e com muito mais resultados positivos…

 

Trechos EXTRAÍDOS do livro – “Quem mexeu no meu queijo”. AUTOR: Spencer Johnson

TEXTO por RAQUEL RODRIGUES